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Censipam participa de seminário sobre conectividade digital na Amazônia

Seminário debate soluções para levar internet de qualidade a populações ribeirinhas e comunidades afastadas

Por Willian Cavalcanti/CR-MN

Censipam participa de seminário sobre conectividade digital na Amazônia

Censipam participa de seminário sobre conectividade digital na Amazônia

Manaus, 13/06/2019 - Satélite, cabos de fibra ótica ou rede de rádio? A alternativa mais eficaz e inteligente para levar conectividade digital a populações ribeirinhas e regiões afastadas na Amazônia seria o conjunto de todas essas tecnologias. É o que dizem especialistas que participaram nesta quarta-feira (12/6) do “I Seminário sobre conectividade digital em áreas remotas da Amazônia”, realizado pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), na sede do órgão, em Manaus (AM).

Poder público, empresas e universidade debateram desafios e soluções para internet no interior do Amazonas e compartilharam iniciativas que deram certo. O evento teve participação do gerente do Centro Regional de Manaus (CR-MN), Ricardo Hatherly, que ministrou palestra sobre “A gestão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam)”.

Os resultados preliminares de um estudo de viabilidade técnica para levar internet a comunidades ribeirinhas em Unidades de Conservação foram apresentados pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Ademir Lourenço. “A solução, a curto e médio prazo, passa pelo uso de satélites e, nas comunidades, a utilização de sistemas rádio. O satélite em conjunto com uma rede de rádio seria a solução imediata”, disse.

O projeto Amazônia Conectada, que desde 2014 instala cabos de fibra ótica em cidades do interior do Amazonas, deve ser retomado pelo governo do estado, segundo o diretor da Prodam, João Guilherme de Moares. “A ideia é montar a rede estadual de telecomunicações interligando todas as redes num objetivo único de desenvolver o Estado”, disse.

De acordo com o comandante do 4º Centro de Telemática de Área do Exército Brasileiro, coronel Júlio Cesar Brasil, os desafios geográficos também são entraves para levar conectividade digital às regiões mais remotas da Amazônia. Para ele, é necessário investir em infraestrutura e recursos humanos. “A infraestrutura das telecomunicações ainda precisa de um aporte maior de recursos, seja humano seja material”, afirmou.

A infraestrutura da região também foi ressaltada pelo gerente de Universalização e Ampliação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Eduardo Jacomassi. Segundo o gerente, novas infraestruturas de tecnologia 4G devem ser instaladas em localidades mais remotas do Amazonas, fora da zona urbana.

O evento foi realizado em parceria com o Banco Mundial, Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti) e empresa de Processamento de Dados Amazonas S.A (Prodam).