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Notícia

Censipam apresenta resultados a financiadores do projeto Amazônia SAR

Objetivo é expandir projeto e buscar novos acordos de cooperação visando o combate ao desmatamento na Amazônia

Por Willian Cavalcanti

Representantes da Alemanha, Noruega, Espanha e BNDES conheceram resultados do Amazônia SAR

Representantes da Alemanha, Noruega, Espanha e BNDES conheceram resultados do Amazônia SAR

Brasília, 28/02/2019 – Com o objetivo de expandir o projeto Amazônia SAR e buscar novos acordos de cooperação, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) reuniu representantes das embaixadas da Alemanha, Noruega, Espanha e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nesta quinta-feira (28/2), em Brasília (DF).

Alemanha e Noruega são os principais doadores de recursos para o Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES. Desde 2014, o Censipam aplica recursos do Fundo no projeto Amazônia SAR, que tem o objetivo de gerar alertas de desmatamento para órgãos de fiscalização ambiental por meio de imagens de satélites com radar de abertura sintética (SAR).

O diretor-geral substituto do Censipam, General Luiz Felipe Linhares, e o diretor de produtos, Péricles Cardim, apresentaram a estrutura do projeto Amazônia SAR, que abrange infraestrutura de recepção e armazenagem, operação e capacitação. Também foram passados detalhes da execução orçamentária e perspectivas do sistema SipamSAR, incluindo a instalação de antenas em Manaus (AM) e Formosa (GO). A partir da implantação das antenas, o Censipam poderá receber imagens diretamente dos satélites.

“É essa nova capacidade que queremos aproveitar. Estamos buscando parcerias para receber em nossas antenas imagens de constelações de satélites de diversos países, como Coreia do Sul, Japão, Canadá, Itália, Espanha e outros”, afirmou o General Linhares. A Espanha lançou no ano passado o satélite Paz, que utiliza tecnologia de radar de abertura sintética. A intenção é fazer um acordo de cooperação com o governo espanhol para utilização do satélite Paz no monitoramento ambiental da Amazônia.

“Temos a obrigação de prestar contas e mostrar o que fizemos com os recursos. O trabalho não acabou, há muito a ser feito. Estamos abertos a dialogar com todos os países que queiram contribuir com esse trabalho. Nosso objetivo é evitar o desmatamento e proteger a Amazônia”, completou o diretor-geral do Censipam.

Eirik Sorlie, responsável por assuntos de clima e florestas da Noruega, principal doador do Fundo, afirmou que o país possui equipe especializada na área e que o assunto será discutido na Embaixada. “Queremos analisar como poderemos investir mais na tecnologia SAR, por isso pretendemos participar do seminário em setembro”, afirmou Sorlie, referindo-se ao Seminário de Monitoramento com Radar Orbital, que o Censipam realizará em setembro, em Porto Velho (RO).

O primeiro-secretário de cooperação para desenvolvimento sustentável da Alemanha, Simon Triebel, afirmou que a cooperação entre Brasil e Alemanha é intensa e madura, graças a um programa bilaterial de combate ao desmatamento realizado desde os anos 1980. “O Brasil tem um sistema de monitoramento ambiental muito avançado, com diversos órgãos envolvidos. Queria incentivar o nosso companheiro da Espanha para que também faça uma parceria”, afirmou o alemão, referindo-se ao colega espanhol José Manuel Garcia.

“Fiquei impressionado com a apresentação e sei que o sistema tem evoluindo muito. Pode ter certeza que vamos levar essa mensagem à Espanha. Queremos participar do crescimento deste projeto”, afirmou José Manuel Garcia, ministro conselheiro da Embaixada da Espanha.

“O BNDES tem muito orgulho de administrar o Fundo Amazônia, principalmente quando vemos esses resultados. O Fundo é reconhecido dentro e fora do país. E esse projeto é central no monitoramento e controle, pois é muito bem implementado. Temos acompanhado a evolução do Amazônia SAR desde o início, com diversos indicadores de resultados”, afirmou a chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Daniela Baccas.

O BNDES aprovou a prorrogação do contrato de execução do projeto por mais um ano, que vai agora até julho de 2020.