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Censipam apresenta ações em audiência pública no STF

Foram apresentados sistemas para monitoramento territorial da Amazônia e o trabalho de integração de onze agências governamentais

Diretor-geral apresenta projetos do CENSIPAM

Diretor-geral apresenta projetos do CENSIPAM

Brasília, 26/10/2020 – O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) apresentou, nesta segunda-feira (26/10), projetos e ações para monitoramento e proteção da Amazônia durante audiência pública conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Realizada por videoconferência, a audiência foi presidida pela ministra Rosa Weber para promover debate sobre o Fundo Amazônia.

O diretor-geral do Censipam, Rafael Costa, apresentou o contexto histórico de criação do órgão a partir da conclusão do projeto do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). De acordo com Costa, o Censipam foi criado para integrar informações e gerar conhecimento para planejamento e coordenação de ações de governo na Amazônia Legal, visando à proteção e ao desenvolvimento sustentável da região.

Órgão subordinado ao Ministério da Defesa, o Censipam utiliza dados gerados por uma infraestrutura tecnológica composta por subsistemas integrados de sensoriamento remoto, radares, estações meteorológicas e plataformas de coleta de dados instaladas na região. “Graças a esse aparato, promovemos o monitoramento territorial e produzimos informações importantes para diversos órgãos governamentais atuantes na região”, disse o diretor-geral.

A coordenadora-geral de operações do Censipam, Edileuza Melo, apresentou o trabalho do Grupo Integrado para Proteção da Amazônia (Gipam). O grupo reúne representantes de dez instituições governamentais e realiza a integração de dados e informações visando otimizar o trabalho das equipes de campo durante a operação de combate a crimes ambientais na Amazônia, batizada de Operação Verde Brasil 2.

A coordenadora-geral explicou que o trabalho do Gipam é baseado na análise detalhada de diversas informações já disponíveis em cada órgão. Com a fusão e verificação desses dados, o grupo elabora relatórios que direcionam o planejamento das ações das Forças Armadas e equipes de fiscalização.

“A nossa metodologia aplica, por exemplo, o cruzamento de alertas de desmatamento com registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para verificar se as áreas tiveram autorização para realizar o corte das árvores”, explicou a coordenadora-geral de operações do Censipam.

Além de servidores do Censipam, a equipe conta com representantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Agência Nacional de Mineração (ANM), Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Serviço Florestal Brasileiro (SFB).