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Notícia

Apresentação Projeto Amazônia SAR

Imagem de radar orbital

Imagem de radar orbital

O combate ao desmatamento ilegal na Amazônia ganha reforço. O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Ministério da Defesa, está implantando o Projeto Amazônia SAR. Objetivo é monitorar a Amazônia durantes os meses de clima meteorológico adverso (de outubro a abril) com radar orbital, tecnologia que permite observar a terra mesmo com a constante barreira de nuvens. O foco é coibir o desmatamento ilegal identificando ilícitos, mandando as informações para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) montar operações de fiscalização. Como também enviar as informações ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para compor os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). 

Serão cerca de 950 mil quilômetros quadrados monitorados mensalmente pelo radar orbital. Será a primeira vez que a Amazônia será monitorada sistematicamente com radar orbital. Atualmente, o Inpe monitora a Amazônia em tempo real, mas com radar ótico, que não atravessa a barreira de nuvens. 

O Projeto Amazônia SAR foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos não-reembolsáveis do Fundo Amazônia. O contrato foi assinado no dia 20 de julho de 2015 em cerimônia no Ministério da Defesa, e tem até julho de 2019 para ser concluído. O BNDES liberou R$ 63,9 milhões, provenientes do Fundo da Amazônia. Outros R$ 16,6 milhões são do Orçamento da União, somando R$ 80,5 milhões no combate ao desmatamento ilegal e outros ilícitos na Amazônia Legal.

O Amazônia SAR foi elaborado pelo  Censipam em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

O Amazônia SAR já começou a ser implantado em outubro de 2013 utilizando imagens de radar aerotransportado na aeronave R-99 da Força Aérea Brasileira. O problema é o alto custo financeiro para um monitoramento sistemático, além da resposta temporal. Em outubro desse ano, o mapeamento já será realizado com recursos do BNDES. O Censipam comprará as imagens de radar para fazer o trabalho. Enquanto isso, providência a construção e a compra da antena de recepção e gravação das imagens de radar orbital.

Com a antena, o órgão passa a adquirir o sinal de satélite, baixando as imagens em tempo real (a cena é baixada na medida em que o radar está varrendo o local), propiciando mais rapidez. A antena, que terá de 11 a 15 metros de diâmetro, será instalada em Brasília (Gama, Colorado, Santa Maria ou Formosa), em uma área militar.

A maior parte dos recursos do BNDES é para compra da antena, prevista para começar a funcionar em 2017, fundamental para realizar um monitoramento sistemático.    

A necessidade de um Projeto para monitorar a Amazônia nos meses de clima adverso (com muitas nuvens) com imagens de radar surgiu nas reuniões do Gabinete de Gestão Integrada para a Proteção do Meio Ambiente (GGI-MA), que reúne diversos órgãos governamentais. A partir disso, o Projeto começou a ser construído em parceria com o Ibama e o Inpe. Enviado ao BNDES, ficou 5 meses em análise, e tem 4 anos para implantado. Depois disso, em 2019, o Censipam assume o custo de telemetria (sinal de satélite) e manutenção.

 

Como funciona o radar orbital

No radar de abertura sintética (em inglês: Synthetic Aperture Radar (SAR)) a interação ocorre com pulsos de ondas eletromagnéticas, que independem da luz e são capazes de ultrapassar barreiras físicas como as nuvens, por isso, mais indicado para o período de excesso de nuvens na Amazônia. Para criar uma imagem SAR, pulsos sucessivos de ondas de rádio são transmitidos para a “iluminar” a cena alvo e o eco de cada pulso é recebido e gravado.


Como funcionará

De outubro abril, as imagens de cerca de 950 mil quilômetros quadrados mensalmente serão baixadas por FTP, numa resolução 18 a 22 metros, possibilitando a identificação dos ilícitos (desmatamento, pista de pouso, garimpo). Depois de analisadas as imagens pelos técnicos do Censipam, elas serão repassadas ao Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), para agregar outras informações. O Sisbin repassará ao Ibama, que subsidiará e montará as ações de fiscalizações. Essas informações também serão enviadas ao INPE para compor os dados do desmatamento da região amazônica.


Sobre o Fundo Amazônia

Instituído em 2008, através do Decreto 6.527, o Fundo Amazônia, principal financiador do projeto Amazônia SAR, capta doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no bioma Amazônia.  O Fundo Amazônia pode utilizar até 20% dos seus recursos para apoiar o desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais. 

O Fundo é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tem recebido recursos do governo da Noruega, da República Federal da Alemanha e da Petrobras. 

Para mais informações sobre o Fundo Amazônia, acesse aqui.


 Período do Projeto

Período do projeto Amazônia SAR

 

Radar Orbital Ministério da Defesa Infografico

Infográfico Radar Orbital 

 

 Foto tirada por Radar ÓticoFoto tirada de Radar Orbital

Imagem de radar ótico (Esq) e imagem de radar orbital (Dir)

 

Realização:

 

Censipam

Ministério da Defesa

Parceiros:

IBAMA INPE  

Recursos:

 Fonte de Recursos