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Cartografia

Em 10 de setembro de 2008, o governo federal lançou, em Manaus, o Projeto Cartografia da Amazônia. Coordenado pelo Censipam e executado pelo Exército, Marinha, Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia, através da CPRM (Serviço Geológico do Brasil).

Cartografia da Amazônia

Em 10 de setembro de 2008, o governo federal lançou, em Manaus, o Projeto Cartografia da Amazônia. Coordenado pelo Censipam  e executado pelo Exército,  Marinha,  Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia, através da CPRM (Serviço Geológico do Brasil), o Projeto tem como objetivo concluir as cartografias terrestre, geológica e náutica dos 35% do território da região da Amazônia sem informações na escala de 1:100.000. A proposta de acabar com os “vazios cartográficos” contribuirá no desenvolvimento econômico, social e na proteção da região amazônica.

Dos 5,2 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal, 1,8 milhão de quilômetros quadrados não há informações cartográficas na escala 1:100.000. Esses vazios concentram-se nos estados da Amazônia, Pará, Amapá, Mato Grosso e parte do Acre, Maranhão e Roraima.

As cartografias já estão auxiliando no planejamento e execução dos projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional. As informações ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial áreas de fronteiras.

O projeto destinou recursos para investimentos como: modernização dos sistemas de aquisição e processamento de dados de aeronaves especializadas em sensoriamento remoto, software e hardware para o tratamento e processamento dos dados e imagens, capacitação de recursos humanos e a ainda a construção de 5 navios hidrográficos para realizar a cartografia náutica.

Destes investimentos, a Força Aérea, em 2011, realizou a substituição do sistema de gravação de dados das 3 aeronaves R99, iniciou a modernização do software Ground Sar Processor (GSP), adquiriu software de processamento de imagens e a máquina digital aerofotogramétrica ADS-80.  A revitalização das aeronaves R99 e a entrada em operação das Aeronaves R35A, com o sensor ADS80, possibilitaram o início dos levantamentos da área de não floresta do vazio cartográfico terrestre em 2013, em conjunto com o Exército.

 

Mais informações sobre o trabalho


Em 2014 foi criado um Grupo de Trabalho que diagnosticou a necessidade de aditivação do Projeto Cartografia da Amazônia por mais 3 anos. O aditivo foi assinado em Fevereiro/2015, portanto estima-se que o projeto seja concluído até o final de 2018.O projeto, coordenado pelo Censipam e executado pelo Exercito Brasileiro, Marinha, Força Aérea Brasileira e CPRM, executou 71,14% das metas físicas e 67,35% das metas orçamentárias, até o final de 2015.

No subprojeto Cartografia Terrestre, a Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) executou o imageamento e mapeamento de uma área de 1.142.000 km2 do vazio cartográfico, sendo que desta área já foram processados 80% dos dados, 70% das cartas foram produzidas, conforme prestação de contas entregue no final de 2015. A área total que corresponde ao vazio cartográfico e áreas de interesse na fronteira e proximidades está estimada em aproximadamente 1,8 milhão de km², sendo que destes 1.644.600 km² correspondem à área de floresta e 155.400 km² à área de não-floresta,
As imagens obtidas através do aerolevantamento com Radar utilizando a banda P e X, possibilitam a elaboração de produtos cartográficos plani-altimétricos, tais como Modelos Digitais de Terreno, Modelos Digitais de Superfície e estratificação vegetal, esses produtos possuem grande utilidade na elaboração de mapas de suscetibilidade, no diagnóstico de novas áreas para estabelecimento de hidrelétricas, para o planejamento e construção de estradas e hidrovias, dentre outros.

As cartas náuticas (novas ou atualizadas), segundo prestação de contas no final de 2015, representam aproximadamente 12.000 km - a bacia amazônica tem 22.000 km, já mapeadas. Foram concluídas 115 cartas náuticas entre novas ou atualizadas e a previsão é de produzir mais 41 cartas entre 2015 a 2018. 

Através do Projeto foram construídos 5 navios para a Marinha realizar a cartografia náutica fluvial permanentemente.
A atualização continua das cartas náuticas é fundamental para a segurança da navegação, pois os rios estão em constante movimento, provocando alterações no seu curso. É através das hidrovias que são escoadas mais de 95 das exportações da região. Constantemente são transportados produtos como: Caulim, celulose, bauxita, soja, fertilizantes, petróleo e GLP e dos produtos eletroeletrônicos, automotivos, óticos, químicos, termoplásticos e metalúrgicos da Zona Franca de Manaus.

Quanto à Cartografia Geológica já foram realizados levantamentos aerogeofísicos de 570 mil km², e 29 folhas de mapeamento geológico que somam 477 mil km². E outros cinco aerolevantamentos, que juntos chegam a 277 km², que estão sendo concluídos.

 Imagem mostra o vazio cartográfico de Floresta e Não Floresta. 

 Radar operando em banda P, atravessa a copa das árvores