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Adidos militares conhecem projetos do Censipam

Representantes militares conheceram o trabalho desenvolvido na proteção da Amazônia

Por Willian Cavalcanti

Militares testaram a aplicação do ADS-80 no mapeamento de áreas de interesse

Militares testaram a aplicação do ADS-80 no mapeamento de áreas de interesse

Brasília, 11/12/2018 – Adidos militares de Portugal, França, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Índia e Suriname conheceram, nesta segunda-feira (10/12), o trabalho desenvolvido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília (DF). Os militares fazem parte da Associação dos Adidos Militares Acreditados no Brasil (Aamab).

A comitiva formada pelos coroneis Antonio Moldão (Portugal), Charles Orlianges (França), Willian Malero (Colômbia), Adonay Barahona (El Salvador), Alejando Chang (Guatemala), Mansij Lal (Índia) e Rick Mac Intosh (Suriname), fez diversos questionamentos sobre os projetos e sistemas conduzidos pelo Censipam no desenvolvimento da região amazônica. O líder do grupo, Coronel Antonio Moldão, disse que “a intenção é conhecer melhor a cultura brasileira, para melhorar o trabalho dos adidos militares no país”, afirmou.

Questionado sobre operações e parcerias com países vizinhos no combate ao tráfico de drogas, o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, afirmou que o órgão busca a integração com demais países que fazem parte dos 17 mil km de fronteira terrestre brasileira. “O nosso trabalho de combate ao tráfico de drogas é feito em apoio à Polícia Federal, que faz a coordenação com as autoridades estrangeiras”, explicou o diretor.

Sobre o financiamento dos projetos, Guedes explicou que o Censipam tem orçamento próprio para execução dos projetos, mas busca também o financiamento externo, como o Fundo Amazônia. O adido francês, Coronel Charles Orlianges, indagou sobre o impacto da mineração na Amazônia. “Os equipamentos deterioram os leitos dos rios e contaminam o lençol freático, levando ao assoreamento. O Censipam trabalha em operações para combate às dragas e balsas nos rios amazônicos”, afirmou o chefe do Censipam.

Em resposta ao adido português, o diretor-geral também explicou que o Censipam é um dos atores responsáveis pelo monitoramento da derrubada de árvores, mas que, além do combate direto ao desmatamento, também atua em outras vertentes que ajudam a preservação da floresta. “O Censipam busca promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia, aliando a preservação e o desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Questionado pelo adido de El Salvador, Coronel Adonay Barahona, sobre a atuação no combate ao desmatamento, o diretor-geral do Censipam explicou que uma das formas de atuação mais eficazes é o trabalho de inteligência, que tem como foco não os trabalhadores na ponta da linha, mas os gestores do crime organizado. “A questão da preservação da floresta é complexa, com muitos fatores e atores envolvidos”, ponderou Guedes.

Os adidos conheceram também as aplicações do sistema ADS-80, utilizado no mapeamento de reservas indígenas, regularização fundiária, entre outros. Com um óculos 3D, os militares testaram a aplicação das imagens do ADS-80 no mapeamento de áreas de interesse.